Museu do Holocausto faz exposição sobre genocídio em Darfur

O Museu do Holocausto dos Estados Unidos em Washington realiza durante esta semana uma exposição de fotos a fim de atrair a atenção pública para o genocídio em Darfur, no Sudão. As fotos estão sendo exibidas na fachada do museu, sendo esta a primeira vez que a parte externa da instituição é usada para alertar sobre um genocídio contemporâneo. O projeto se chama "Darfur: Quem irá sobreviver hoje?", realizado pelo museu em parceria com a organização Darfur/Darfur. De acordo com o site do museu, ushmm.org, um evento público no dia 20 de novembro marcou o início do projeto, que teve a participação do enviado especial dos EUA ao Sudão Andrew Natsios. A abertura contou ainda com discursos do sobrevivente do Holocausto Nesse Godin, de um membro da comunidade expatriada de Darfur Omer Ismail, e de uma sobrevivente do genocídio em Ruanda Clemantine Wamariya. "Não podemos ficar de lado em relação ao genocídio em Darfur", afirmou Fred S. Zeidman, membro do conselho do Museu do Holocausto, de acordo com o site. "Este museu é uma cruel lembrança das conseqüências da inação durante o Holocausto. Durante a semana de Ação de Graças, tempo de reflexão e gratidão, emprestamos a estatura moral do museu para alertar o público sobre a urgência de interromper a catástrofe humana em Darfur." As fotografias de "Darfur: Quem irá sobreviver hoje?" foram tiradas em Darfur e no país vizinho Chade pelo ex-marine americano Brian Steidle, e pelos fotojornalistas Lynsey Addario, Mark Brecke, Helene Caux, Ron Haviv, Paolo Pellegrini, Ryan Spencer Reed, e por Michal Safdié. Segundo o Museu do Holocausto, "Darfur: Quem irá sobreviver hoje?" é composta pelas fotos da exibição Darfur/Darfur, concebida e curada por Leslie Thomas, uma mãe arquiteta de Chicago que, com o apoio de amigos, foi motivada em julho de 2006 a fomentar a consciência nacional americana a respeito da situação no Sudão. "Uma vez que você vê fotos de uma menino de três anos que teve o rosto esmagado, ou o corpo de uma menina de um ano que morreu com um tiro, honestamente, você ão pode olhar para os seus próprios filhos sem fazer nada para impedir essa matança", afirma Thomas. Em julho de 2004, o Comitê de Consciência do Museu declarou uma "Emergência de genocídio" em Darfur. Desde então, o Comitê tem realizado uma série de atividades para educar políticos e o público americano sobre a necessidade de ação para acabar com o genocídio no país africano.

Agencia Estado,

22 Novembro 2006 | 14h58

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