REUTERS/Philippe Wojaze
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Museu do Louvre reabre após ataque de homem armado contra soldados

Agressor foi identificado como Abdullah Reda al-Hamamy, egípcio de 29 anos; ele está internado em um hospital de Paris e se encontra fora de perigo

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2017 | 19h46

PARIS - O Museu do Louvre reabriu neste sábado, 4, ao público após ter permanecido fechado na sexta-feira depois de um suposto ataque terrorista contra um grupo de militares na área próxima à entrada de um centro comercial subterrâneo. "O Museu do Louvre estará aberto no sábado a partir das 10h (locais, 7h de Brasília). Agradecemos a nosso público por sua compreensão e seu apoio", indicou a instituição em seu site nesta manhã.

Na manhã de sexta-feira, um homem se lançou contra os agentes com dois facões aos gritos de "Allahu Akbar" (“Deus é o maior”, em árabe) e feriu levemente um deles na cabeça. Os militares dispararam várias vezes para neutralizá-lo.

O agressor está internado no hospital Georges Pompidou, na capital francesa, seu estado de saúde melhorou e ele já está fora de perigo, segundo o escritório da procuradoria do país. Mesmo assim, ele ainda não tem autorização médica para ser interrogado.

O egípcio de 29 anos foi identificado por fontes de segurança como Abdullah Reda al-Hamamy. A procuradoria de Paris indicou em entrevista coletiva que o ele entrou na França no dia 26 de janeiro com um visto de turista, e tinha uma passagem de volta para este domingo. Os veículos de comunicação franceses revelaram que o suspeito teria mencionado várias vezes nas redes sociais a organização jihadista Estado Islâmico (EI) e teria mostrado interesse por grupos dedicados a armas de guerra.

O pai de Al-Hamamy, Reda Al Refaai, disse neste sábado que seu filho não é um militante islâmico e que a França só está o acusando de terrorismo para justificar a brutalidade utilizada para contê-lo. No Egito, ele afirmou que soube do caso envolvendo o filho pelo Facebook e ainda não sabia o que havia acontecido com ele. Al Refaai disse que Al-Hamamy trabalhou em Sharja, nos Emirados Árabes Unidos, e estava em Paris por uma viagem a trabalho de uma semana.

A procuradoria abriu uma investigação por "tentativas agravadas de assassinatos em relação com o terrorismo e associação terrorista criminosa", e tenta determinar se o agressor atuou sozinho, de forma espontânea, ou sob instrução. / EFE, AFP e REUTERS

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