Bertrand Guay / AFP
Bertrand Guay / AFP

Museu Nacional se solidariza com franceses após incêndio na Catedral de Notre-Dame

Entidade brasileira perdeu grande parte da sua coleção de 20 milhões de peças após um incêndio em setembro de 2018

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 07h37

RIO - O Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo do Brasil e que perdeu grande parte da sua coleção de 20 milhões de peças após um incêndio em setembro de 2018, lamentou nesta segunda-feira, 15, a destruição de parte da Catedral de Notre-Dame em Paris e se solidarizou com os franceses.

"O Museu Nacional lamenta o incêndio ocorrido na tarde desta segunda-feira na Catedral de Notre-Dame", segundo um comunicado divulgado pela direção da entidade brasileira nas redes sociais. "Nossa instituição, que viveu episódio semelhante em sua história recente, se solidariza com os franceses neste momento."

O Museu Nacional, com 200 anos de idade e cujas 20 milhões de peças datavam de diferentes períodos e países, foi arrasado pelas chamas no dia 2 de setembro em uma tragédia que destruiu parte da história do país e um dos acervos mais importantes da América Latina.

A entidade abrigava um rico acervo, incluindo documentos históricos, dezenas de fósseis de dinossauros, múmias, animais dissecados e os restos ósseos de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas.

O Museu Nacional, construído por decisão do rei João VI de Portugal e inaugurado no dia 6 de junho de 1818, foi o cenário escolhido pela princesa Leopoldina, mulher do imperador Pedro I, para assinar a Declaração de Independência do Brasil em 1822 e também acolheu a primeira Assembleia Constituinte após o fim do Império.

O incêndio na Catedral de Notre-Dame, cujas causas estão sendo investigadas pelo Ministério Público francês, foi deflagrado pouco antes das 19h (14h em Brasília), depois do fechamento do monumento ao público. / EFE

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