Musharraf anistia ex-premiê e pode garantir vitória nas eleições

Paquistão atende exigências de Benazir Bhutto para apoiar reeleição e nomeia novo chefe do Exército

Agências internacionais,

02 de outubro de 2007 | 11h32

As acusações de corrupção contra a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto foram retiradas nesta terça-feira, 2, em um controverso ato que aproximam a líder de uma aliança com o atual presidente do país, Pervez Musharraf, em sua tentativa de reeleição. A anistia era uma exigência do partido da líder exilada para apoiar a candidatura do general nas eleições deste sábado.   Veja também: Deputados de oposição renunciam no Paquistão Outra exigência de Benazir para que os políticos ligados ao seu partido apoiassem a candidatura de Musharraf era que o atual presidente renunciasse do cargo de chefe das Forças Armadas, também comandada por ele. Nesta terça, o presidente nomeou um novo sucessor para o comando do Exército, num sinal de que o pedido da ex-premiê foi atendido. Caso Musharraf vença o pleito de sábado, o general Ashfaq Kiani assumirá o Exército do Paquistão. O ex-chefe dos serviços secretos assumirá na próxima segunda-feira o posto de subcomandante das Forças Armadas e substituirá o presidente quando este deixar a função de militar. Em uma tentativa de evitar a eleição do atual chefe de governo, deputados da oposição renunciaram, visando acabar com a legitimidade da votação. Os aliados do presidente asseguram que dispõem de votos suficientes para garantir a vitória do atual líder nas eleições indiretas. Benazir havia anunciado a data em que retornaria ao país, embora o governo insistisse que ela seria detida ao desembarcar no Paquistão. A viagem está marcada para o dia 18 de outubro. Ela foi primeira-ministra duas vezes: entre 1988 e 1990 e entre 1993 e 1996, mas foi demitida por suposta corrupção em ambos os mandatos. A ex-premiê refuta as acusações e deixou o Paquistão em 1999, embora nunca tenha sido condenada.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoBenazir Bhutto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.