Musharraf nega acordo com EUA para matar Bin Laden

Ex-presidente paquistanês contradiz informação publicada pelo jornal The Guardian

Agência Estado

10 de maio de 2011 | 12h54

ISLAMABAD - O ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf negou nesta terça-feira, 10, que seu governo tivesse fechado há anos um acordo com os Estados Unidos para permitir que forças especiais norte-americanas matassem ou capturassem Osama bin Laden dentro do território paquistanês.

 

Veja também:

video 'Mundo ainda tem motivos para ter medo'

blog OPINIÃO: Depois de Osama Bin Laden

especialESPECIAL: Passo a passo da caçada ao terrorista

O jornal britânico The Guardian afirmou que os EUA e o Paquistão fecharam um acordo secreto há quase uma década, permitindo que Washington realizasse operações contra Bin Laden e outros graduados líderes da Al-Qaeda em território paquistanês. A negativa foi feita por um porta-voz de Musharraf, Fawad Chaudhry. "Tampouco houve qualquer acordo verbal", afirmou o representante.

 

Forças especiais americanas mataram o líder da Al-Qaeda no último dia 2. A missão foi considerada por muitos no Paquistão como uma humilhação internacional imposta pelos EUA, país bastante impopular na região.

 

O Guardian atribuiu a funcionários norte-americanos e paquistaneses aposentados a informação sobre o suposto acordo entre Musharraf e o ex-presidente George W. Bush. O acordo, segundo as fontes, era de que a missão fosse realizada e posteriormente as autoridades paquistaneses reclamassem publicamente da ofensiva. Segundo Chaudhry, a matéria do jornal é "infundada".

 

Durante seu mandato, Musharraf negou-se várias vezes a permitir que forças especiais dos EUA atuassem no país. "Pervez Musharraf sempre rechaçou o pedido norte-americano para lançar ataques no Paquistão", afirmou o porta-voz. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.