Musharraf pode renunciar em troca de imunidade, dizem fontes

O presidente do Paquistão, PervezMusharraf, prefere renunciar a sofrer um processo deimpeachment, mas exige imunidade jurídica e garantias de umlugar seguro para viver, disseram fontes da coalizão governistana sexta-feira. Na semana passada, o governo, comandado pelo partido daex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assassinada em umatentado, anunciou a intenção de abrir um processo deimpeachment contra o general-presidente pró-americano, quechegou ao poder em 1999 graças a um golpe de Estado. Desde que surgiu a notícia do processo, crescem asespeculações sobre a renúncia de Musharraf -- novamentedesqualificadas na sexta-feira por um porta-voz, segundo quem"rumores maliciosos e infundados" estão afetando a economia. Mas fontes governistas dizem que continua a negociaçãosobre os termos da renúncia, embora haja discordâncias entre osdois principais partidos da coalizão sobre julgar ou nãoMusharraf após sua saída do cargo. "Ele está preparado para renunciar, mas está impondocondições como a imunidade em relação à ação de 3 de novembro(de 2007)", disse uma fonte, pedindo anonimato e se referindo àdata em que Musharraf decretou estado de emergência duranteseis semanas, cassando garantias constitucionais dos cidadãos. "As negociações de bastidores prosseguem. As coisas aindanão foram finalizadas. Vejamos o que acontece", disse essafonte. O poder de Musharraf diminuiu consideravelmente depois queele perdeu a maioria parlamentar na eleição de fevereiro. Acrise política preocupa aliados ocidentais do Paquistão, devidoao risco de instabilidade nesse país que tem armas nucleares eenfrenta a violência de militantes islâmicos. Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, disse que asespeculações sobre a renúncia de Musharraf são parte de uma"usina de rumores", mas que os EUA consideram que cabe aospaquistaneses definir quem os governa.

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