Musharraf rejeita ação antiterror dos EUA no Paquistão

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, disse nesta sexta-feira que suas forças são totalmente capazes de lidar com militantes da Al Qaeda e rejeitou a possibilidade de ação de tropas antiterrorismo dos Estados Unidos em solo paquistanês. As declarações de Musharraf aparecem depois de uma série de comentários de oficiais norte-americanas sugerindo que as forças do país mantém aberta a possibilidade de ataque contra alvos do Taliban e da Al Qaeda em território paquistanês. "Está muito claro que aqui em território paquistanês somente tropas paquistanesas vão operar. Ninguém deve ter dúvidas quanto a isso", disse o presidente a repórteres antes de partir para uma visita à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos. "Este é o acordo (com os EUA) e somos capazes de nos defender em nossa área. Não precisamos de nenhuma outra força para nos ajudar." Há uma crescente preocupação em Washington de que a Al Qaeda tenha se estabelecido em áreas tribais do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão. Musharraf é um aliado importante da guerra contra o terrorismo liderada pelos EUA, mas autoridades do governo e legisladores dizem que ele deveria atuar mais. Na quinta-feira, fontes do Congresso dos EUA disseram que negociadores concordaram com uma proposta que condicionaria a ajuda norte-americana ao Paquistão a progressos significativos na luta de Islamabad contra a Al Qaeda. O acordo ainda precisa ser aprovado pelo Senado e pela Câmara dos EUA. Na semana passada, o governo Bush liberou trechos não confidenciais de um relatório de inteligência concluindo que os EUA enfrentam uma crescente ameaça da Al Qaeda em parte devido ao abrigo do grupo no Paquistão.

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