Musharraf rejeita emergência e quer eleições no Paquistão

O presidente do Paquistão, PervezMusharraf, rejeitou propostas para assumir poderesextraordinários e quer que o país tenha eleições, disse umporta-voz na quinta-feira, desmentindo rumores de que oenfraquecido líder optaria pelo regime autoritário. TVs e jornais haviam dito que o general Musharrafprovavelmente adiaria as eleições deste ano e talvez decretasseestado de emergência, com restrições à liberdade de assembléiae de imprensa. "Na visão do presidente, não há necessidade no momento deimpor uma emergência", disse o ministro da Informação, MohammadAli Durrani. "O presidente estava sob pressão de diferentes partidospolíticos para impor uma emergência, mas ele acredita narealização de uma eleição livre e limpa e não é a favor dequalquer medida que impeça isso", acrescentou Durrani, semespecificar de quais partidos falava. Membros da coalizão governista são os que mais têm aperder, e a popularidade do próprio Musharraf despencou desdeque ele tentou em vão afastar o presidente da Corte Suprema dopaís. Países ocidentais com tropas no vizinho Afeganistão sãosensíveis a qualquer instabilidade no Paquistão, um país comarmas nucleares e cuja ajuda é essencial para o combate aoTaliban e à Al Qaeda. Na quinta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush,aconselhou Musharraf a realizar uma eleição transparente. "É isso que estamos falando com ele, e tomara que elesiga", disse Bush em entrevista coletiva. Musharraf é um importante aliado dos EUA desde os atentadosde 11 de setembro de 2001, mas o governo Bush vem pressionandoIslamabad a agir contra militantes do Taliban e da Al Qaedaescondidos em remotas regiões tribais na fronteira com oAfeganistão. (Com reportagem de Jeremy Pelofsky e Arshad Mohammed emWashington, e Natasha Israni em Nova York)

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