Musharraf rejeita inquérito da ONU sobre Bhutto

O presidente do Paquistão, PervezMusharraf, rejeitou a realização de um inquérito da ONU sobre oassassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, como quer opartido dela, alegando que o Paquistão não deve ser comparadoao Líbano. "Não é possível. Algum outro país está envolvido?", disseele em entrevista publicada na quarta-feira no site do jornalfrancês Le Figaro. "O Paquistão não é o Líbano", disse ele. O partido de Bhutto exige uma investigação da ONUsemelhante àquela relativa ao assassinato, em 2005, doex-premiê libanês Rafik Al Hariri, atribuída por muitoslibaneses à Síria. Damasco nega envolvimento. Musharraf disse que o Paquistão têm instituições capazes defazer o inquérito sobre a morte de Bhutto, e lembrou que teráajuda também da polícia britânica. Ele disse que há uma campanha da Al Qaeda contra oPaquistão, mas negou que o país esteja prestes a se dissolver. "Eles não têm capacidade de desestabilizar o país, mas seusataques suicidas criam desordem e desanimam a população.Entretanto, o Paquistão não está à beira da desintegração." Ele disse também que a economia paquistanesa sobreviveriacaso os EUA decidissem cortar a ajuda financeira --comosugeriram alguns políticos para pressionar Islamabad a seempenhar mais na luta contra o terrorismo e restaurar asliberdades individuais. "Vocês acham que o Paquistão iria morrer se não recebesseesse dinheiro? Nossa economia está indo bem", afirmou. "Nos últimos seis anos, recebemos um total de cerca de 9bilhões de dólares. Mais de metade para o combate aoterrorismo. Se os norte-americanos não querem mais pagar, elesdevem pedir a outras pessoas que os ajudem. Mas a luta contra oterrorismo iria sofrer", disse Musharraf. (Por Anna Willard)

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