Myanmar liberta presos políticos nesta madrugada de 3ª

O governo de Myanmar libertou nesta terça-feira cinco prisioneiros e outros devem ser liberados na próxima semana, como parte de uma promessa do presidente Thein Sein de libertar todos os prisioneiros políticos até o fim deste ano.

AE, Agência Estado

31 de dezembro de 2013 | 05h30

Ontem o presidente concedeu um perdão para os condenados ou acusados de uma série de crimes políticos, como associação ilegal, traição, desprezo ao governo e violações à lei da assembleia.

A anistia segue uma promessa feita em julho por Sein. O decreto também interrompeu todos os julgamentos em andamento, bem como as investigações relacionadas às acusações.

"Nós fomos libertados hoje porque as leis que foram usadas para nos colocar atrás das barras são fracas. De todo modo, eu respeito o presidente por manter a promessa de libertar os prisioneiros políticos antes do fim do ano", disse Yan Naing Tun.

Bo Kyi, membro de um comitê de prisioneiros políticos do país, disse que mais pessoas devem ser liberadas na primeira semana de janeiro. "Nós acolhemos o perdão presidencial. No entanto, muitos passos precisam ser dados para manter um nível de zero prisioneiros políticos. Deve haver um Estado de Direito e mais liberdade política para manter esse nível", disse. O perdão não deve afetar todos os prisioneiros porque alguns são condenados por outros crimes, como assassinato.

Desde que Thein Sein se elegeu presidente, ele libertou cerca de 1.300 presos políticos, disse Ye Aung, um ex-preso político. Thein Sein foi eleito presidente em 2011. Fonte: Associated Press.

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