Nº 2 da Al-Qaeda critica ajuda às vítimas no Paquistão

O número 2 da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, fez um chamado velado aos paquistaneses para que se levantem contra o governo em razão do que chamou de "fracasso" das autoridades do país em fornecer auxílio às vítimas das enchentes.

AE-AP, Agência Estado

15 de setembro de 2010 | 13h19

Em um vídeo divulgado hoje em sites militantes, al-Zawahiri também acusou o governo de Islamabad de corrupção, afirmando que funcionários paquistaneses estão interessados apenas em encher seus bolsos de dinheiro, sem se preocuparem com o destino no país ou de seu povo.

Mas ele colocou parte da culpa no povo paquistanês, dizendo que sua apatia é responsável pelas "condições deterioradas e o estado de corrupção" no país. As grandes enchentes no Paquistão afetaram cerca de 20 milhões de pessoas, inundaram milhares de vilas, mataram cerca de 1.500 pessoas e destruíam plantações que estavam para ser colhidas. "O silêncio do nosso povo no Paquistão em relação a esses corruptos é a razão para esta óbvia incapacidade e do fracasso de oferecer ajuda", disse al-Zawahiri, que nasceu no Egito.

Al-Zawahiri dirigiu suas críticas mais duras ao presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, a quem descreveu como um "ladrão" que está preocupado em retomar suas ligações com o Ocidente. Acredita-se que al-Zawahiri, juntamente com o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, esteja escondido nas áreas tribais do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, local onde muitos analistas acreditam que reconstruíram a liderança do grupo terrorista.

O Paquistão tem realizado várias ofensivas na região contra militantes que combatem o governo e auxiliam o Taleban em sua luta contra as forças norte-americanas no vizinho Afeganistão.

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