Siphiwe Sibeko/REUTERS
Siphiwe Sibeko/REUTERS

Na África do Sul, trem leva vacinas contra a covid-19 para mais perto das pessoas

Na África do Sul, trem leva vacinas contra a covid-19 para mais perto das pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2021 | 10h00

JOANNESBURGO - Na estação ferroviária de Springs, na maior cidade da África do Sul, Joannesburgo, Simphiwe Dyantyi e seu parceiro aguardam sua vez de embarcar. Mas eles não vão a lugar nenhum: em vez disso, estão recebendo vacinas contra a covid-19 dentro de um trem estacionário.

A iniciativa da empresa de logística estatal sul-africana Transnet visa trazer as vacinas para mais perto das pessoas e evitar que elas precisem viajar longas distâncias para se imunizar, enquanto o governo aumenta sua campanha de inoculação.

Da estação de Springs, o trem da Transvaco irá na primeira semana de setembro se deslocar para a província rural de Eastern Cape.

Uma vez lá, ele fará paradas em diferentes lugares da província, levando alívio para os moradores pobres que muitas vezes não têm instalações básicas de saúde. Ele ficará estacionado lá até novembro.

Dyantyi, de 32 anos, disse que o trem a salvou de uma viagem ao próximo centro de vacinação, onde há filas desde que o governo disponibilizou a imunização para todos os adultos no mês passado.

"Esperamos por este momento há muito tempo", disse ela à agência Reuters depois de receber a vacina da Johnson e Johnson.

“Trabalhamos em indústrias nas quais você precisa estar trabalhando o tempo todo. Portanto, foi muito importante para mim conseguir essa vacina”, disse Dyantyi, engenheira de segurança de uma empresa local.

A África do Sul foi atingida por três ondas de coronavírus, que infectaram pelo menos 2, 7 milhões de pessoas e mataram 81.830 - de longe o pior número de vítimas do continente -, esmurrando uma economia já em dificuldades com bloqueios e restrições de viagens.

A África do Sul vacinou mais de 12 milhões de pessoas depois de um início lento de campanha, causado por problemas burocráticos, e uma falha em iniciar negociações com empresas farmacêuticas, entre outros desafios.

“Basicamente, estamos levando as vacinas para as pessoas”, disse Paballo Mokoena, o gerente do trem.

"Isso reduz o número de pacientes que precisam viajar longas distâncias, esperar em longas filas e às vezes até mesmo não conseguir tomar ​​porque as vacinas podem ter terminado." /REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.