EFE
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Autoridades elevam a 107 o número de mortos em acidente em Meca

A Grande Mesquita, local mais sagrado do Islã, teve uma renovação substancial, com o governo saudita expandindo a área para receber mais turistas

O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2015 | 14h24

RIAD - (Atualizada às 19h18) As autoridades subiram para 107 o número de pessoas que morreram quando um guindaste caiu na Grande Mesquita de Meca nesta sexta-feira, 11, informou a Defesa Civil da Arábia Saudita, um acidente ocorrido poucas semanas antes da peregrinação anual islâmica conhecida como Hajj. A Grande Mesquita, local mais sagrado do Islã, teve uma renovação substancial, com o governo saudita expandindo a área para receber mais turistas.

A Defesa Civil informou ainda que 238 pessoas ficaram feridas na queda. Mais cedo, a rede de televisão Al Arabiya afirmou que o guindaste despencou em razão das fortes tempestades – o oeste da Arábia Saudita vem sendo atingido por grandes tempestades de areia nos últimos dias. As autoridades formaram uma comissão para investigar o acidente.

Fotos que circularam nas mídias sociais mostraram peregrinos em roupas ensanguentadas e muitos destroços de uma parte de um guindaste que pareceu ter atravessado um telhado.

As autoridades sauditas se empenham para receber milhões de muçulmanos que convergem a Meca para realizar a peregrinação sagrada. No ano passado, o país limitou o número de pessoas autorizadas a realizar o Hajj por motivos de segurança, em função do trabalho de ampliação da Grande Mesquita.

A peregrinação, uma das maiores congregações religiosas do mundo, já foi cenário de vários desastres, a maior parte envolvendo peregrinos pisoteados na pressa de concluir os rituais e voltar para casa. Centenas deles morreram em um episódio desse tipo em 2006.

Desde então, as autoridades gastaram grandes somas para ampliar os principais locais de frequência durante o Hajj e melhorar o sistema de transporte de Meca, na tentativa de evitar mais tragédias.

Os serviços de segurança muitas vezes isolam a cidade sagrada com pontos de verificação e adotam outras medidas para impedir que pessoas compareçam para a peregrinação sem autorização, o que vem sendo intensificado nos últimos anos em reação ao aumento das ameaças à segurança em todo o Oriente Médio.

Laços. O poderoso Saudi Binladin Group – que pertence à família do ex-líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden – é o responsável pela obra de expansão da mesquita, assim como por vários outros grandes empreendimentos no país. Há décadas a família Bin Laden tem tido relações muito próximas com a família real Al-Saud. 

O grupo controla os principais projetos de construção do reino. Pelas informações divulgadas até ontem, no entanto, não ficou claro a qual empresa específica pertencia o guindaste que despencou sobre a Grande Mesquita. / AP e REUTERS 

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