Na Argentina, carne está liberada na Semana Santa

Os argentinos são os maiores carnívoros do planeta. Anualmente, consomem 65 quilos de carne bovina per capita, volume significativamente superior aos outros países. Cada ano, na Semana Santa, no entanto, os católicos argentinos encontram-se entre no dilema de prosseguir em seu consumo tradicional do baby beef, o bide de chorizo e as suculentas morcillas ou acatar as diretrizes religiosas e aplicar o jejum que proíbe tal ingestão desses quitutes. Diante deste cenário, o Arcebispo da província de Mendoza, José María Arancibia, concluiu que devorar carne em si não é pecado. Segundo ele, é possível degustar um bife, sempre que o consumo de carne seja substituído por alguma ação que implique em um sacrifício.Segundo o porta-voz do arcebispado de Mendoza, Sergio Buenanueva, a Conferência Episcopal Argentina "autoriza os fiéis a mudar a abstinência da carne pela abstinência das bebidas alcóolicas, ou por uma obra de piedade ou o rezo da Via Crucis". Buenanueva sustentou que "ninguém irá ao inferno" se comer carne durante a Semana Santa. "Podemo comer qualquer tipo de carne, porque a essência é responder ao espírito de sacrifício e caridade".A Igreja Católica argentina, diante do elevado preço dos peixes - a opção mais tradicional em todo o mundo para substituir o consumo de carne durante a Semana Santa - os fiéis que tenham problemas econômicos ou de saúde "podem comer qualquer tipo de carne". O quilo da merluza, o peixe mais popular entre os argentinos, está 17 pesos (R$ 11). O quilo da carne, enquanto isso, está em 14 pesos (US$ 9).Especialistas argentinos em assuntos teológicos indicaram que o jejum carnívoro pode ser substituído por outros atos de renúncia voluntária, tais como não fumar, não chatear por internet ou a abstenção de bebidas alcoólicas.Os 36 milhões de argentinos representam 0,6% da população mundial. No entanto, devoram 5% da carne bovina produzida em todo

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