Na Argentina, Cristina deve ser reeleita 1º turno

A contundente vitória da presidente argentina Cristina Kirchner nas eleições primárias realizadas no domingo, com 50,07% dos votos, a posicionou com tranquilidade para a disputa presidencial de 23 de outubro. Com 96,42% dos votos apurados, o segundo lugar é disputado palmo a palmo pelos opositores Ricardo Alfonsín, deputado social-democrata da União Cívica Radical (UCR), que integra a aliança União pelo Desenvolvimento Social (Udeso), com 12,9%, e Eduardo Duhalde, o ex-presidente que é líder do peronismo dissidente, da coligação União Popular (UP), com 12,18%.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

15 de agosto de 2011 | 08h27

Em quarto lugar, com 10,29%, se encontra Hermes Binner (Partido Socialista), governador da província de Santa Fé. Os demais votos foram distribuídos entre Alberto Rodríguez Saá (peronista dissidente, da aliança Compromisso Federal), com 8,11%; Elisa Carrió (centro-esquerda Coalizão Cívica), com 3,24%; e Jorge Altamira, da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, com 2,47%. O empate técnico no segundo lugar e os votos pulverizados entre os demais candidatos escancaram a grande fragmentação da oposição.

A esmagadora vantagem de Cristina sobre seus concorrentes a torna líder absoluta da corrida presidencial. A socióloga Graciela Römer disse à Agencia Estado que "dificilmente os resultados no primeiro turno das eleições de 23 de outubro serão muito diferentes dos de domingo porque as eleições primárias foram uma simulação das eleições gerais". A Constituição argentina prevê a vitória no primeiro turno quando o candidato obtém 40% dos votos e mais 10 pontos porcentuais sobre o segundo colocado.

"Com os 50% que Cristina ganhou nas eleições primárias, a tendência é de que vença no primeiro turno, especialmente porque a fragmentação da oposição é muito grande e seu cenário é complicado", disse a analista Mariel Fornoni, da consultoria Management & Fit. Ela reconheceu que os resultados surpreenderam a consultoria, cujas pesquisas projetavam um máximo de 41% para Cristina. Em sua cômoda liderança, e falando como se já tivesse em suas mãos um novo mandato de quatro anos, Cristina prometeu aprofundar "o modelo econômico".

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