Na Argentina, Irã é criticado em aniversário de atentado contra judeus

Em 1994, 85 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nas explosões

Agência Estado e Associated Press

16 de julho de 2010 | 15h02

 

BUENOS AIRES - A comunidade judaica argentina celebrou hoje o 16º aniversário do atentado da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), pedindo que os iranianos suspeitos pelo ataque respondam por sua culpa na Justiça.

 

Autoridades da numerosa comunidade judaica no país criticaram em um ato, com a presença do juiz espanhol Baltasar Garzón como convidado especial, que o Irã negue sistematicamente sua colaboração para entregar à Justiça o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani e o atual ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, entre outros acusados pelo maior atentado ocorrido em solo argentino. Teerã nega qualquer vínculo com o atentado.

 

O ataque de 1994 com um veículo carregado de explosivos contra a Amia ocorreu em 18 de julho, deixando 85 pessoas mortas e 300 feridas. O atentado aconteceu dois anos após a embaixada de Israel, em Buenos Aires, ter sido alvo de um ataque que deixou 29 vítimas e também não foi esclarecido.

 

O presidente da associação, Guillermo Borger, assegurou que a comunidade judaica "jamais baixará os braços" no "sagrado mandato de buscar justiça". Borger criticou o fato de um dos acusados no caso, Vahidi, ter se tornado ministro do governo iraniano. O advogado Garzón também criticou a impunidade no caso. Segundo o juiz espanhol, há "interesses ocultos" para que não sejam punidos os responsáveis.

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