Na Argentina, ocupações se espalham por Buenos Aires

Novos terrenos vazios e edifícios abandonados foram ocupados ontem em Buenos Aires e na região metropolitana da capital da Argentina por integrantes de favelas, grupos de imigrantes sem-teto, além de argentinos empobrecidos. Proibida de reagir pelo governo, a Polícia Federal não impediu as invasões.

AE, Agência Estado

15 de dezembro de 2010 | 10h43

O chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernández, acusou o prefeito Mauricio Macri, da oposição, de ser o responsável pela crise, principalmente por não concretizar as promessas construção de moradias populares. A presidente argentina, Cristina Kirchner, sugeriu que as ocupações foram armadas por políticos da oposição: "Isso aqui tem padrinhos", afirmou.

Na semana passada, grupos de imigrantes bolivianos e paraguaios ocuparam um setor do Parque Indo-Americano, em Buenos Aires. A polícia, que tentou remover o grupo, matou três imigrantes. Desde o fim de semana, mais de 13 mil pessoas vivem no local. Sem água e banheiros, os moradores do assentamento enfrentam o calor e reclamavam que a polícia não lhes permite buscar alimentos fora dali. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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