Na Bolívia, um impasse igual

Em junho, o governo brasileiro concedeu asilo ao senador boliviano Roger Pinto Molina, que entrou na Embaixada do Brasil em La Paz no dia 28 de maio. Líder opositor no Senado, ele foi acusado de envolvimento no massacre de Pando - choque entre agricultores e opositores que deixou 17 mortos em 2008. Molina, porém, disse que era perseguido por "pensar de maneira diferente" e temia por sua vida. A decisão de dar-lhe asilo irritou o governo boliviano, que negou o salvo-conduto para que ele deixasse a embaixada. Hoje, Molina completa 80 dias preso na missão brasileira. Em um caso parecido, em 1949, Víctor Raúl Haya de la Torre passou cinco anos na Embaixada da Colômbia em Lima, até que a pressão internacional fez o Peru conceder-lhe um salvo-conduto.

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