Na Casa Branca, Obama discute massacres com xerifes

O presidente Barack Obama reuniu-se nesta segunda-feira com os chefes de polícia de três localidades norte-americanas que registraram os piores massacres com armas de 2012, na medida em que seu governo continua a fazer pressão pela adoção de medidas para tratar da violência com armas de fogo.

AE, Agência Estado

28 de janeiro de 2013 | 12h56

Obama encontrou-se na Casa Branca com os chefes de polícia de Aurora, no Colorado, onde 12 pessoas foram mortas; de Oak Creek, no Wisconsin, onde seis morreram após um ataque a um tempo Sikh, e de Newtown, em Connecticut, local onde 20 crianças e seis adultos foram mortos a tiros.

Um funcionário da Casa Branca disse, em condição de anonimato, que representantes da Associação dos Prefeitos das Maiores Cidades e da Associação dos Xerifes também participariam da reunião.

O governo Obama tem buscado apoio dos proprietários de armas para aprovar, no Congresso, uma lei que inclua a proibição da posse de armas de assalto como as utilizadas pelo Exército. A senadora democrata Dianne Feinstein defende uma lei que proíbe a posse de 157 armas e pentes de munição que tenham mais de 10 tiros, mas enfrenta o maior grupo que faz lobby pelas armas, a Associação Nacional do Rifle (NRA)

O Comitê Judiciário do Senado pretende analisar as propostas de controle de armas na quarta-feira.

Em entrevista à edição da revista The New Republic, que será lançada em 11 de fevereiro, Obama diz ter um "profundo respeito" pela longa tradição de caça nos Estados Unidos e diz ser compreensível que as pessoas queiram proteger esses valores.

O presidente declarou que faz alguns disparos. "Na verdade, em Camp David, praticamos tiro ao alvo o tempo todo." As informações são da Associated Press.

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