Na China, 1.800 funcionários admitem ser corruptos

Quase 1.800 funcionários chineses confessaram envolvimento em centenas de atos de "má conduta" em meio a uma campanha nacional de "disciplina" que durou todo o mês de junho, informou uma autoridade do Partido Comunista. Os funcionários aproveitaram a oferta de um mês de clemência, disse Gan Yisheng, membro do Comitê Central para Inspeção Disciplinar (CCID), do Partido Comunista.Durante junho, 1.790 funcionários confessaram ter recebido pagamentos ilícitos que totalizaram 77,9 milhões de yuans (US$ 10 milhões). Uma equipe especial de inspetores percorreu o país para interrogar funcionários de escritórios locais do partido, empresas estatais e bancos. Além de atos de corrupção, a equipe observou a compra e a venda de cargos governamentais, promoções duvidosas e outros desvios de conduta. Além de flagrar crimes econômicos, a equipe deu aos funcionários uma chance de "corrigir" seus erros, disse Gan.O CCID vem realizando uma longa cruzada contra funcionários corruptos - particularmente, segundo algumas fontes, contra os que perderam o apoio dos líderes em Pequim. Depois da execução, em junho, de Zheng Xiaoyu, diretor da Administração de Alimentos e Medicamentos acusado de crimes econômicos, muitos se perguntam se o mesmo destino aguarda Chen Liangyu, ex-chefe do PC em Xangai que caiu em desgraça.Chen, um antigo incômodo para o presidente Hu Jintao, foi deposto no fim do ano passado, acusado de ter desviado fundos da previdência local. Sem seus cargos, sem pertencer mais ao partido e sem liberdade, Chen agora aguarda julgamento.

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