Na China, alunos precisam se sentar sobre caixão para estudar

Ideia de usar o objeto como móvel surgiu há quatro anos, quando os donos da escola propuseram usar um caixão fabricado para sua mãe, de 80 anos, que ainda está viva

Efe,

12 de maio de 2011 | 03h13

PEQUIM - Crianças chinesas da aldeia de Duan, na região autônoma de Guangxi, são obrigadas a assistir às aulas sentadas sobre um caixão, devido à precariedade de sua escola, informou a versão digital do diário Guangxi News.

 

Segundo o jornal, os alunos da escola primária "Nove Dias" estudam em salas de aula mal equipadas, sem cadeiras nem mesas e precisam levar seus próprios assentos ou utilizar o mencionado caixão.

 

A ideia de usar o ataúde como móvel surgiu há quatro anos, quando os donos da escola propuseram usar um caixão fabricado para sua mãe, de 80 anos, que ainda está viva.

 

A escola, frequentada principalmente por crianças de minorias étnicas, está ainda situada em uma zona sensível a deslizamentos, pelo que as salas de aula, feitas de madeira e bambu e bastante antigas, ameaçam desmoronar a qualquer momento.

 

Por fim, a precária escola, que cobra de seus alunos 100 iuanes (US$ 15) por semestre, fica a quatro horas de onde vivem as crianças.

 

Além disso, os pequenos estudantes não têm recursos para levar almoço para a escola, e por isso não se alimentam durante todo o tempo que passam no local, ou seja, desde o início da manhã até a tarde.

 

O Departamento de Serviços de Educação da Vila de Duan planejou construir uma nova escola em 2006, mas apenas 40% do projeto foram financiados, pelo que ainda está inativo.

 

Além disso, segundo disseram os aldeães de Duan ao diário, a nova escola fica muito afastada da vila, e por isso é difícil que os trabalhos de construção sejam finalizados.

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