Reprodução/CCTV/AP
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Na China, Kim Jong-il se diz comprometido com negociação nuclear

Países confirmam visita do ditador, mas não mencionam presença do filho, seu possível sucessor

BEN BLANCHARD E CHRIS BUCKLEY, REUTERS

30 de agosto de 2010 | 09h48

As imprensas estatais da China e a da Coreia do Norte confirmaram na segunda-feira que o misterioso líder norte-coreano, Kim Jong-il, fez uma visita à China, onde disse ao presidente Hu Jintao que continua comprometido com a desnuclearização da península coreana.

Kim declarou que "a Coreia do Norte não alterou seu apoio à desnuclearização da península coreana, nem deseja ver tensões na península", segundo a TV estatal chinesa, em seu noticiário noturno.

O líder comunista, segundo a reportagem, "espera manter uma estreita comunicação e coordenação com a China para promover a rápida retomada das negociações envolvendo seis partes e para atenuar as tensões na península coreana".

As negociações multilaterais, com EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coreias, têm como objetivo convencer o governo norte-coreano a abrir mão de seu arsenal nuclear em troca de benefícios políticos e econômicos. O processo está abandonado há mais de dois anos.

Hu, segundo o relato da imprensa, disse que manter a paz e a estabilidade na Coreia é uma "aspiração de todos" e que por isso o processo de desarmamento nuclear norte-coreano deve "ser retomado o mais rapidamente possível".

Os relatos não fizeram menção ao filho mais novo e suposto sucessor de Kim. Uma fonte disse à Reuters no fim de semana que o rapaz acompanhou o pai na viagem.

A KCNA, agência estatal de notícias norte-coreana, informou que Kim foi homenageado em um banquete, no qual declarou que "desenvolver de forma constante a amizade por gerações é uma questão importante na defesa da paz e da segurança no nordeste da Ásia e no restante do mundo."

A TV estatal mostrou Hu e Kim se abraçando ao se encontrarem na cidade de Changchun, no nordeste da China.

A China é o único aliado relevante que a Coreia do Norte possui, e os dois países só confirmaram publicamente a visita depois de Kim voltar à capital norte-coreana, Pyongyang.

Um popular tabloide em língua chinesa, o Global Times, havia publicado um editorial louvando as relações bilaterais. "Manter e estabilizar a atual relação entre China e Coreia do Norte é do máximo benefício para a China", dizia o texto.

A agência noticiosa estatal chinesa Xinhua também havia feito elogios às relações entre os dois governos, citando especialmente os vínculos criados entre os dois povos durante a Guerra da Coreia (1950-53).

"Os que sacrificaram suas vidas pela amizade China-RDPC (sigla oficial da Coreia do Norte) devem ser lembrados geração após geração, particularmente num momento de situações regionais mutantes e complicadas", disse a agência, num comentário em inglês.

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