Na China, poluição no ar de Pequim atinge nível extremamente perigosos

A capital da China sofreu com a pior poluição em seu ar no ano nesta segunda-feira. Os sites que monitoram o nível de poluição em Pequim informaram que havia sido atingido nível extremamente perigoso de poluentes.

Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2015 | 13h23

Autoridades municipais emitiram um raro alerta laranja, o segundo mais intenso de uma escala de quatro degraus. Escolas suspenderam atividades ao ar livre e fábricas poluentes tiveram de reduzir a produção.

A visibilidade estava reduzida, com a neblina causada pela poluição. Pessoas reclamavam do cheiro ruim e muitas usavam máscaras. "Eu senti como se meus pulmões estivessem bloqueados", disse Xu Pengfei, segurança em um prédio de escritórios no centro de Pequim.

A cidade informou que o nível das perigosas pequenas partículas PM2.5 superou 600 microgramas por metro cúbico em vários sites de monitoramento no fim da tarde da segunda-feira. A embaixada dos EUA em Pequim reportou 666 microgramas por metro cúbico, às 20h (hora local).

Nas proximidades de Pequim, as leituras de poluentes chegaram a até 976 microgramas, na região suburbana de Liulihe.

Várias cidades na província de Hebei, no norte do país, também registraram ar extremamente poluído.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que o nível seguro de partículas PM2.5 é de até 25 microgramas por metro cúbico, em uma base média em 24 horas.

Pequim se comprometeu a melhorar a qualidade do ar e tem se saído melhor neste ano, com a atmosfera em geral mais limpa que em 2014. Mas a cidade foi atingida por dias frios e pela neve que mais cedo em novembro. A qualidade do ar piorou na sexta-feira e continuou a se deteriorar no fim de semana, o que levou o governo a emitir no domingo o alerta laranja. Autoridades disseram que não foi emitido o alerta vermelho porque esperavam que a qualidade do ar melhorasse até a quarta-feira.

A última vez que Pequim havia emitido o alerta laranja havia sido em fevereiro de 2014. Os críticos dizem que as autoridades evitam o alerta vermelho porque as medidas que precisam ser ativadas nesse caso causam muitos transtornos, como impedir que metade dos veículos saiam para as ruas e suspender o funcionamento de escolas. Fonte: Associated Press.

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