REUTERS/Jonathan Ernst
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Na China, Trump vai à ópera na Cidade Proibida

Há um ano, quando Trump ainda era candidato à Casa Branca, a China era um de seus vilões preferidos, um país a quem o presidenciável acusou de ter 'roubado' milhões de empregos americanos

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2017 | 21h51

PEQUIM - O presidente americano, Donald Trump, iniciou nesta quarta-feira, 8, em Pequim, a etapa mais delicada de sua viagem pela Ásia, dedicada principalmente a forjar uma frente comum contra as ambições nucleares da Coreia do Norte. Ele visitou a Cidade Proibida e assistiu a uma ópera em suas primeiras horas na capital chinesa, à qual chegou vindo da Coreia do Sul.

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Pelo Twitter, Trump agradeceu ao presidente chinês, Xi Jinping, por “esta tarde e noite inesquecíveis na Cidade Proibida” e postou uma foto dos dois casais presidenciais.

 

Há um ano, quando Trump ainda era candidato à Casa Branca, a China era um de seus vilões preferidos, um país a quem o presidenciável acusou de ter “roubado” milhões de empregos americanos. Mas, nas últimas semanas, Trump elogiou Xi, de quem espera ajuda para conter a Coreia do Norte e uma redução do enorme excedente comercial da China em relação aos EUA. 

“Espero com muita impaciência a reunião com o presidente Xi, que acaba de obter uma grande vitória política”, escreveu Trump no Twitter antes de chegar a Pequim. Ele se referia ao novo mandato de cinco anos obtido por Xi no recente congresso do Partido Comunista da China. Segundo o sinólogo Jean-Pierre Cabestan, da Universidade Batista de Hong Kong, Trump elogia Xi “para preparar o terreno e deixá-lo de bom humor, pois tem coisas desagradáveis a dizer”. 

Apesar de a China ter aprovado as últimas sanções da ONU contra a Coreia do Norte e prometido aplicá-las, Washington deseja que Pequim faça mais para asfixiar economicamente Pyongyang. A China, responsável por 90% do comércio com a Coreia do Norte, está em uma posição crucial para pressionar o regime de Kim Jong-un, que em setembro realizou novo teste nuclear. / AFP

 

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