Na Colômbia, libertação de reféns pode ocorrer hoje

O governo do presidente Juan Manuel Santos anunciou hoje que a libertação de um militar e um policial sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "será hoje", já que as condições meteorológicas para isso "são excelentes".

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 15h23

O delegado oficial para as entregas, Eduardo Pizarro, disse a jornalistas em Cali, 300 quilômetros a sudoeste de Bogotá, que a ex-senadora Piedad Córdoba chegaria pela manhã, tomando lugar em um dos helicópteros brasileiros que participam do resgate. Em seguida, eles já iriam para a zona onde deve ocorrer as libertações.

Os libertados devem ser o major da polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Antonio San Miguel. Pizarro disse que a libertação da dupla não ocorreu no último domingo porque as Farc entregaram incorretamente as coordenadas de onde eles deveriam ser retirados. Após eles chegarem a Cali, os dois devem seguir de avião para um aeroporto militar de Bogotá.

Santos admitiu, em entrevista ontem à rede CNN em espanhol, que os rebeldes podem ter aproveitado no domingo a suspensão das operações militares na área para transportar rebeldes feridos ou mobilizar líderes na área, como seu máximo comandante, Alfonso Cano. "É possível que estejam utilizando isso para fazer movimentos táticos do ponto de vista militar", afirmou o presidente.

Além da ex-senadora e dos pilotos brasileiros, a comissão humanitária é também integrada por delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR). Solórzano, de 35 anos, foi sequestrado pelas Farc em junho de 2007. O cabo San Miguel, de 27 anos, foi capturado em maio de 2008. Desde janeiro de 2008 até a última sexta-feira, as Farc já entregaram 18 sequestrados, entre políticos e membros das forças de segurança. As informações são da Associated Press.

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