Jose Miguel Gomez /Reuters
Jose Miguel Gomez /Reuters

Na Colômbia, o fim de 52 anos de guerra

Governo e Farc encerram último conflito armado do continente após centenas de milhares de mortes e histórico de diálogos fracassados

O Estado de S.Paulo

26 Junho 2016 | 05h00

Depois de mais de 50 anos de conflito e quase 4 anos de negociações de paz, o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinaram na quinta-feira um acordo de cessar-fogo em Havana. 

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder das Farc, Rodrigo Londoño-Echeverry, conhecido como Timochenko, concordaram que a entrega das armas por parte dos guerrilheiros ocorrerá em três fases: 30% serão entregues em 90 dias a partir do acordo, outros 30% em 120 dias após a assinatura do pacto e os 40% restantes em até 180 dias. 

O procedimento será monitorado por uma equipe da ONU. A negociação veio a público em setembro de 2012, quando o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe criticou seu sucessor por realizar um diálogo secreto com as Farc. 

Em vez de negar, Santos confirmou. Na agenda, os dois lados discutiram um roteiro de seis pontos: reforma agrária, participação política, fim do conflito, solução para o problema das drogas, reparação das vítimas e mecanismos para referendar o acordo. 

Após quatro anos, os negociadores chegaram a um consenso sobre o cessar-fogo e colocaram um fim no conflito armado mais antigo do continente, que deixou mais de 220 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,7 milhões de deslocados.

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