Na Coréia do Sul, 134 mortos e 99 desaparecidos em incêndio

O atentado contra o metrô que transportava cerca de 600 passageiros em Daegu, a 200 km da capital da Coréia do Sul, deixou pelo menos 134 mortos, 99 desaparecidos e centenas de feridos. O atentado foi cometido, segundo as autoridades, por um homem com problemas mentais, que utilizou uma bomba incendiária de fabricação caseira. As autoridades coreanas reconhecem que o número de vítimas ainda é incerto. Muitos corpos estão carbonizados ou fundidos a restos materiais como plásticos, e a identificação será difícil.O provável autor do atentado, identificado como Kim Dae Hwan, é um taxista de 56 anos, casado e pai de dois filhos. Ele foi capturado depois de escapar do incêndio, com várias queimaduras pelo corpo. Em 2001, Dae Hwan havia sido considerado inválido, em virtude de uma paralisia no lado direito do corpo, ao que tudo indica causada por imperícia médica. Outras fontes dizem que ele tem antecedentes de internações por problemas mentais.Segundo os parentes interrogados pela polícia, ele havia saído de casa gritando que ia atear fogo ã clínica que causara sua invalidez. Alguns dos sobreviventes disseram que ele produziu o fogo a partir de um recipiente plástico que carregava consigo, provavelmente contendo algum produto altamente inflamável, talvez nafta.Os passageiros tentaram impedir o incêndio lançando-se sobre o homem, mas ele conseguiu arremessar sua bomba. O fogo só foi controlado cerca de três horas após o início do incêndio. O metrô de Daegu já havia sido palco de uma tragédia em 1995, quando uma explosão de gás deixou 100 mortos. A partir de amanhã, os responsáveis pelo metrô terão de explicar como uma bomba rudimentar, lançada por um homem desesperado e inválido, conseguiu provocar tantas mortes.

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