Reprodução/ YouTube/ Planalto
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Na cúpula do Brics, Bolsonaro defende reforma da OMS e da OMC

Presidente também cobrou o apoio do bloco para inclusão de Brasil, Índia e África do Sul no Conselho de Segurança da ONU

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2020 | 10h30

BRASÍLIA - Em discurso na cúpula do Brics, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, 17, que é preciso promover reformas em entidades internacionais. Ele defendeu mudanças na Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Organização Mundial do Comércio (OMC), além de reforçar o pedido por um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Para termos uma comunidade internacional verdadeiramente integrada e ativa precisamos reformas as entidades internacionais, a exemplo da OMS e da OMC", afirmou durante sua participação virtual no encontro. Bolsonaro citou ter sido contra a "politização do vírus" durante a pandemia da covid-19 e reiterou as críticas à atuação da OMS durante a crise sanitária do novo coronavírus. 

"Desde o início também critiquei a politização do vírus e o pretenso monopólio do conhecimento por parte da OMS, Organização Mundial da Saúde, que necessita urgentemente sim de reformas", declarou. "Temos que reconhecer a realidade de que não foram os organismos internacionais que superaram desafios, mas sim a coordenação entre os nossos países", disse. 

Sobre a OMC, o presidente avaliou como necessária uma reforma na entidade para a retomada da economia em nível global. "A reforma da OMC é fundamental para retomada do crescimento econômico global. É necessário prestigiar propostas de redução dos subsídios para bens agrícolas com a mesma ênfase que alguns países buscam promover o comércio de bens industriais", afirmou.

Bolsonaro defendeu ainda mudanças no Conselho de Segurança da ONU. "Não há exemplo mais claro da necessidade de democratizar a governança internacional do que a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas", destacou.

Apesar de parabenizar a atuação da Rússia, que preside o bloco neste ano, Bolsonaro indicou que os Brics precisa de maior coordenação para que Brasil, Índia e África do Sul a assentos no Conselho de Segurança conquistem assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU. 

"Assim como o Brics alcança consenso e manifesta opiniões comuns em diversos temas também é preciso que o Brics se coordene para apoiar as legítimas aspirações de Brasil, Índia e África do Sul a assentos no Conselho de Segurança", disse. e acrescentou: "Com esse importante passo, tenho certeza que a cooperação no Brics será ainda mais fortalecida".

O Conselho de Segurança é formado por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, membros permanentes, e por outros dez membros não permanentes, eleitos para mandatos de dois anos. O Brasil é um dos países que mais ocupou o posto de membro rotativo do Conselho e pleiteia um assento fixo.  

Ao final de seu discurso, marcada por uma falha técnica, Bolsonaro ressaltou que no ano que vem a Índia terá o apoio do governo brasileiro na presidência do Brics, assim como a Rússia teve em 2020.

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