EFE/EPA/Elia Bianchi
EFE/EPA/Elia Bianchi

Na Europa, países divergem na reabertura de fronteiras internas

Enquanto nações se apressam para salvar temporada de turismo, outros resistem a reduzir controles

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2020 | 09h22

Depois de três meses de fechamento das fronteiras nacionais, os europeus podem, a partir desta segunda-feira, 15, viajar de maneira mais fácil entre um país e outro. A reabertura é uma consequência da desaceleração da pandemia do novo coronavírus e ocorre de maneira diferenciada e escalonada em cada nação. 

O mapa da Europa tem agora luzes verdes, amarelas e laranjas de acordo com a origem ou o destino da viagem. A Itália reabriu suas fronteira internas em 3 de junho, apesar das restrições da maioria dos Estados a respeito do país. O território foi um dos focos mais importantes da pandemia na Europa.

Nesta segunda, Bélgica, França e Grécia restabeleceram a livre-circulação com todos os países do continente. A Grécia, que tem sua economia amplamente baseada no turismo, vai além e convida os turistas de vários países que não integram a UE, como Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e China.

Na França, o ministro da Saúde, Olivier Véran, afirmou que o "pior da epidemia já passou", mas que é preciso continuar tendo cuidado. Em Paris, os turistas já podem visitar a Torre Eiffel, mas terão que subir por escada. 

Alemanha e Áustria suspendem os controles de chegada por rodovia, ferrovia, ou por viagens aéreas, à meia-noite desta segunda. Entre os países que reabriram as fronteiras, Hungria, Bulgária, Áustria, República Tcheca, Eslováquia e Letônia mantêm restrições para os viajantes procedentes de países europeus com taxa de infecção considerada elevada.

Alguns, no entanto, foram mais rápidos. Com pressa para salvar a temporada de turismo, a Croácia reabriu as fronteiras na quinta-feira. E a Polônia já está acessível para todos os cidadãos europeus desde sábado.

Muitos países optaram pelo que chamam de "estratégia da cebola": primeiro são abertas as fronteiras com os países vizinhos e depois as de outros países. Portanto, já é possível circular sem controle na Europa central, ou de um país báltico para o outro. Suécia e Luxemburgo foram mais flexíveis com os viajantes da União Europeia desde o início. 

Áreas de risco 

Cada país estabeleceu sua lista de áreas de risco. Suécia e Grã-Bretanha estão invariavelmente incluídas, assim como Espanha e Portugal em vários casos. Em alguns países a lista também conta com Holanda, Bélgica e França. As listas são revisadas com frequência.

Em alguns casos, está proibido viajar para ou a partir de tais destinos, ou as autoridades exigem um exame de detecção da covid-18 com resultado negativo, ou um isolamento de 14 dias. A França advertiu que aplicará "reciprocidade" aos países que impõem restrições a seus cidadãos.

Ainda fechados

A Romênia ainda não estabeleceu uma data para a reabertura de suas fronteiras. Prevista inicialmente para 1º de julho, a data de reabertura da Espanha aos turistas foi antecipada para 21 de junho, com exceção da fronteira terrestre com Portugal, onde os controles prosseguirão até 1º de julho.

Por "reciprocidade", a França pretende continuar com os controles na fronteira com a Espanha. Como parte de um projeto-piloto, a região das Ilhas Baleares, arquipélago ao leste do país, receberá quase 11 mil alemães a partir de 15 de junho.

A Noruega reabre as fronteiras nesta segunda apenas aos outros países nórdicos, com exceção da Suécia. A Dinamarca também é seletiva, limitando nesta etapa a recepção a pessoas procedentes da Alemanha, da Noruega e da Islândia. Os fluxos de pessoas vindas dos Estados Unidos, da Ásia, América Latina e Oriente Médio, entretanto, estão impedidos neste momento. / AFP

 

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