Na Grécia, principais partidos não terão maioria

Os eleitos gregos rejeitaram nas urnas os dois maiores partidos que vêm governando o país na maioria das últimas quatro décadas e o mais provável é que precisem do apoio de um terceiro partido para verem as novas medidas de austeridade aprovadas no Parlamento. Segundo estimativas preliminares de pesquisas de boca de urna, o partido socialista Pasok e o partido conservador Nova Democracia obtiveram juntos apenas 35% dos votos, indicando que não terão maioria suficiente no Parlamento grego de 300 membros, mesmo considerando o bônus de 50 assentos ao partido que obtiver o maior número de votos.

CYNTHIA DECLOEDT, Agência Estado

06 Maio 2012 | 18h12

O resultado seria uma esmagadora derrota em relação aos 77% de apoio que os dois partidos obtiveram nas eleições anteriores, ocorridas a menos de três anos. O resultado final das eleições deste domingo apontar um Parlamento extremamente fragmentado, refletindo o descontentamento da população com anos de austeridade econômica. De acordo com as pesquisas de boca de urna divulgadas logo após o encerramento das votações, às 14 horas (de Brasília), a Nova Democracia liderava com cerca de 20% dos votos.

A surpresa ficou por conta do partido Coalizão da Esquerda Radical ou Syriza, que se opõe ao programa de austeridade do governo grego e viu seu apoio mais do que triplicar, para 15,5% a 18,5% dos votos, tornando-se o segundo maior partido do Parlamento.

O Pasok caiu para o terceiro lugar atraindo cerca de 14% dos votos, segundo a mesma pesquisa. Mesmo que a Nova Democracia e o Pasok consigam renovar a coalizão após a votação deste domingo, terão maioria muito menor do que os 201 assentos que tinham juntos e com os quais comandaram o Parlamento. Ambos podem precisar de um terceiro parceiro para garantir que as novas reformas sejam aprovadas.

A eleição de hoje é a primeira desde o início da crise econômica da Grécia, no fim de 2009, e após o país receber dois pacotes de ajuda de seus parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar uma saída grega desordenada da zona do euro. As informações são da Dow Jones.

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