Na Índia, Medvedev pede cooperação contra o terrorismo

Comunidade internacional deve ajudar Nova Délhi a prender responsáveis por ataques, diz presidente russo

Efe,

05 de dezembro de 2008 | 17h40

A Índia recebeu nesta sexta-feira, 5, a visita do presidente russo, Dmitri Medvedev, que defendeu ajuda internacional às autoridades indianas para levar à Justiça os terroristas que mataram 188 pessoas em atentados na semana passada, em Mumbai. A Índia e Rússia "chamam todos os Estados para cooperar ativamente e ajudar as autoridades indianas em seus esforços para encontrar e levar à Justiça os autores, organizadores, patrocinadores, chefes e aqueles conectados de qualquer modo com este ato de barbárie" em Mumbai, segundo uma declaração conjunta de Medvedev e do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Veja também:Índia admite falhas de segurança em ataques a Mumbai Medvedev é o primeiro chefe de Estado que visita a Índia após o massacre. Esta semana também chegou a Nova Délhi a chefe da diplomacia dos EUA, Condoleezza Rice, em uma tentativa de mediar na escalada de tensão entre indianos e paquistaneses.  Em declaração conjunta à imprensa, Singh reiterou esperar que a comunidade internacional se convença de que "o território de um país vizinho foi utilizado para esse crime", em alusão ao Paquistão. Medvedev, cuja visita se soma à de seu antecessor, Vladimir Putin, em janeiro de 2007, teve que interromper sua agenda em Nova Délhi para retornar à Rússia após o falecimento do patriarca ortodoxo russo, Alexei II.  A estadia do líder russo na capital indiana serviu para renovar um acordo visando a construção de quatro reatores atômicos russos na central indiana de Kundankulam, no estado indiano de Tamil Nadu, que Putin já tinha acordado em 2007. O acordo assinado prevê a construção de mais centrais de tecnologia russa em outras localidades indianas. As delegações também assinaram outro acordo para a compra por parte da Índia de 80 helicópteros MIM-17V-5 e sete memorandos de cooperação ou entendimento em campos como o turístico, espacial, alfandegário ou financeiro. Singh destacou as diretrizes firmadas para aumentar o comércio bilateral de US$ 7 bilhões para US$ 10 bilhões.

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