Na Índia, premiê chinês oferece incentivos ao comércio bilateral

O premiê chinês, Wen Jiabao, seguiu adiante nesta quinta-feira com sua "ofensiva de charme" na Índia, ao oferecer apoio ao esforço de Nova Délhi para conquistar um papel maior na ONU e com uma proposta ambiciosa de 100 bilhões de dólares em comércio até 2015 entre as duas potências asiáticas em ascenção.

REUTERS

16 de dezembro de 2010 | 12h18

As relações entre os dois países, as duas economias em mais rápido crescimento do mundo, estão tensas a despeito de suas relações comerciais crescentes. Quase 40 anos depois de travarem uma guerra, ainda há disputas sobre fronteiras, além de desconfianças por parte de Nova Délhi quanto às ambições regionais da China e as relações estreitas desta com o Paquistão, arquirrival da Índia.

Mas Wen e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, trocaram votos de amizade e boa vontade, aparentemente varrendo para debaixo do tapete uma série de divergências que atrapalham as relações entre os dois países há décadas.

A visita de Wen, a primeira de um premiê chinês à Índia em cinco anos, aparenta ter sido coreografada com cuidado de modo a melhorar as relações entre os dois países que, juntos, têm mais de um terço da população mundial.

Pelo menos 34 manifestantes tibetanos foram detidos em Nova Délhi na quinta-feira por participarem de manifestações contra a China.

Wen, que chegou ao país na quarta-feira acompanhado por mais de 300 líderes empresariais, disse que Índia e China não são rivais e que há espaço no mundo para o desenvolvimento das duas potências.

"Existe um déficit de confiança, um déficit comercial, mas não um déficit de charme", disse o vice-editor da emissora CNN IBN, Sagarika Ghose.

O premiê Singh respondeu no mesmo tom às palavras efusivas de Wen, antes de os dois terem uma reunião a portas fechadas: "Uma parceria forte entre Índia e China vai contribuir para a paz, estabilidade, prosperidade e desenvolvimento de longo prazo da Ásia e do mundo."

(Por Sui-Lee Wee e Abhijit Neogy)

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