Na Indonésia, Obama estende a mão aos muçulmanos

Na nação muçulmana onde viveu em sua infância, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu hoje que as relações de seu país com o mundo islâmico continuam fraturadas, apesar do esforço para melhorá-las. Obama pediu a todos que olhem para além das "suspeitas e da desconfiança" a fim de forjar um terreno comum contra o terrorismo.

AE, Agência Estado

10 de novembro de 2010 | 14h07

Ao retomar um tema que mencionou no ano passado em visitas à Turquia e ao Egito, o presidente disse: "Deixei claro que os Estados Unidos não estão nem nunca estarão em guerra com o Islã. Aqueles que querem construir não devem ceder terreno aos terroristas que buscam a destruição".

Cheio de orgulho, Obama proferiu aquele que pode ter sido seu discurso mais intenso desde que assumiu a presidência. Ele chegou a pronunciar algumas frases em indonésio, ante um público de 6 mil pessoas, a maioria jovens. Obama foi bastante aplaudido durante o discurso. "Permitam-se começar com uma frase simples: a Indonésia é parte de mim", afirmou, no idioma local, o líder, durante o discurso realizado pela manhã na Universidade da Indonésia. O presidente elogiou a nação com mais muçulmanos no mundo por manter-se a salvo do "extremismo violento". "Todos devemos vencer a Al-Qaeda e seus aliados, que não podem se proclamar líderes de nenhuma religião", notou, dizendo que esta não é uma tarefa apenas dos EUA.

Obama também notou o dinamismo da região, que segue crescendo em um momento de dificuldades econômicas mundiais. Ele ressaltou esperar que o comércio bilateral entre os países siga crescendo. O presidente é um cristão protestante nascido no Havaí, que se mudou para a Indonésia aos seis anos, ao lado da mãe norte-americana e do padrasto indonésio. Ele retornou aos EUA aos 10 anos, para viver com os avós. As informações são da Associated Press.

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