Charles Dharapak/AP
Charles Dharapak/AP

Na Indonésia, Obama volta a defender aproximação com países muçulmanos

Em discurso marcado por tom pessoal, presidente lembra da infância no país, onde viveu por 4 anos

estadão.com.br

10 de novembro de 2010 | 04h17

JACARTA - Em um discurso marcado por um tom pessoal, o presidente americano, Barack Obama, pediu ao mundo islâmico que se junte ao Ocidente na luta contra a Al-Qaeda e o terrorismo. Obama falou para uma plateia de 6 mil estudantes antes de embarcar para Seul, na Coreia do Sul, onde participa de reunião de cúpula do G-20.

"Todos nós devemos derrotar a Al-Qaeda e seus filiados, que não podem declarar-se líderes de nenhuma região, ainda mais uma tão grande como é o Islã", disse Obama.

Obama reconheceu que as relações entre o Islã e os EUA ainda precisam melhorar. Apesar de esforços mútuos, segundo ele, ainda há suspeitas e desconfiança. "Eu deixei claro que a América não está e nunca estará em guerra com o Islã. Não podemos ceder aos terroristas que querem destruir isto", afirmou.

"Os dois lados precisam escolher se querem ser definidos pelas diferenças e entrar em um futuro de suspeita e desconfiança, ou fazer o trabalho duro e forjar uma base comum na busca pelo progresso", acrescentou o presidente.

O presidente começou seu discurso dizendo, na língua local" A Indonésia faz parte de mim". Obama viveu no país dos 6 aos 10 anos , após sua mãe casar com o indonésia Lolo Soetoro. A última vez que esteve na maior nação muçulmana do mundo foi em 1992.

No discurso, ele disse que o país de milhares de ilhas e de línguas e etnias distintas lhe ensinou a apreciar a humanidade de todos, e lembrou da casa que vivia e de detalhes da sua infância.

A partida de Obama foi antecipada em duas horas, já que de que a nuvem de cinzas vulcânicas expelidas pelo vulcão Merapi, a cerca de 500 quilômetros ao sudeste de Jacarta, afeta a visibilidade e os voos.

com Efe e AP

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