Achmad Ibrahim/AP
Achmad Ibrahim/AP

Na Indonésia, quem não usar a máscara 'vai para o caixão'

Punição alternativa foi uma iniciativa de funcionários de segurança pública do subdistrito de Kalisari, no leste de Jacarta, já cansados de pedir às pessoas para usarem as máscaras e não serem atendidos

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2020 | 19h14

 

A Indonésia encontrou uma forma diferente e constrangedora de orientar a população a usar máscara em tempos de pandemia de covid-19. Se não quiser cumprir serviços comunitários, punição imposta pelo governo para quem não usa o acessório em público, o infrator pode se deitar em um caixão que fica no meio da rua enquanto é observado por quem passa. 

A punição alternativa foi uma iniciativa de funcionários de segurança pública do subdistrito de Kalisari, no leste de Jacarta, já cansados de pedir às pessoas para usarem as máscaras e não serem atendidos, segundo o site Coconuts Jakarta.

Segundo o site, os servidores disseram que havia uma fila de pessoas que deveriam ser punidas e esperavam por algum serviço comunitário que nem sempre aparecia. “Perguntamos aos infratores se eles queriam ir para o caixão ou esperar pelo serviço comunitário”, disse o chefe da Agência de Ordem Pública de Jacarta Oriental, Budhy Novian. “(No caixão, os infratores) contam até 100, ou seja, pelo menos um minuto, e são orientados onde eles podem parar, pois com a covid-19 existe o risco de serem colocados dentro de um caixão de verdade”, disse Novian.

Por decreto do governo, o descumprimento do uso da máscara obriga o infrator a prestar uma hora de serviços comunitários e pagar uma multa de pouco mais de R$ 90. Por enquanto, a troca de punição do serviço pela passagem pelo caixão só vale para Kalisari, mas deve ser estendida a todo o distrito de Pasar Rebo. 

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