Na Itália, estupro é ´light´ se moça não é virgem

Juízes da Suprema Corte de Cassação da Itália estabeleceram que a violação de uma jovem é menos grave se a ela não for virgem. O fato provocou polêmica. De acordo com à agência Ansa, o Tribunal acredita que tais vítimas, do ponto de vista sexual, têm personalidade "mais desenvolvida do que se espera de uma garota de sua idade".Neste caso específico, os juízes da Suprema Corte italiana aceitaram o recurso de Marco T., de 40 anos, e com um passado de dependência de drogas, condenado pelo Tribunal da cidade de Cagliari no final de 2001 a três anos e quatro meses de prisão. Crimes: estuprar e ameaçar sua enteada de 14 anos.Segundo a defesa, a menina consentiu em fazer sexo oral depois de se negar a uma "relação completa", exigida sob ameaça, considerando que o sexo oral seria "menos arriscado."Os juízes do Tribunal de Cagliari rejeitaram o recurso da defesa para atenuação "do fato de menor gravidade" e as "conseqüências desta relação no desenvolvimento sexual da menor".Mas a afirmação, porém, foi aceita pela Suprema Corte, para quem "a jovem já havia tido relações sexuais a partir dos 13 anos e, do ponto de vista sexual, já estava mais desenvolvida do que se espera de uma menina da sua idade". Assim, foi aceito o recurso do acusado pedindo uma pena mais leve.

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