Na Líbia, nº de mortos pode chegar a 30 mil, dizem EUA

Após mais de dois meses de violência, o número de mortos na Líbia pode chegar a 30 mil, afirmou hoje o embaixador norte-americano em Trípoli, Gene Cretz. Segundo ele, é muito difícil calcular quantas pessoas morreram durante a repressão do líder Muamar Kadafi contra os manifestantes e nas lutas entre forças rebeldes e do governo. Ele disse, porém, que autoridades norte-americanas consideram números que vão de 10 mil a 30 mil mortos.

AE, Agência Estado

27 de abril de 2011 | 17h19

"Eu não acho que teremos um número acurado até termos mais experiência prática em solo", disse Cretz a jornalistas no Departamento de Estado, em Washington. Cretz disse que os Estados Unidos continuam recebendo relatos sobre "corpos que foram descobertos na praia" e mantêm contatos estabelecidos na Líbia.

Ele também descreveu o Conselho Nacional de Transição líbio, sediado em Benghazi, como um "corpo político que vale a pena apoiar", dando a entender que os Estados Unidos podem dar mais assistência ao grupo. Mas Crertz não chegou a dizer que o governo vai reconhecer o conselho como o governo legítimo da Líbia, como fizeram a França e a Itália.

As declarações foram feitas um dia depois de o governo norte-americano ter aliviado as sanções sobre a Líbia, permitindo que as forças opositoras vendam o petróleo produzido em áreas que controlam e usem os recursos para comprar armas e suprimentos. Já a Casa Branca ordenou o envio de US$ 25 milhões em bens excedentes e não letais além de matérias-primas para dar apoio e proteger os rebeldes. As informações são da Associated Press.

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