Suhaib Salem/Reuters
Suhaib Salem/Reuters

Na Líbia, premiê turco ameaça presidente sírio

Em discurso em Trípoli, Erdogan condena violência na Síria e deixa claro que regime de Assad não tem futuro

, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2011 | 00h00

TRÍPOLI

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, encerrou ontem na Líbia o seu giro de apoio às revoluções árabes e afirmou que "o tempo dos regimes ditatoriais terminou". Em discurso na Praça dos Mártires, em Trípoli, Erdogan aproveitou para aumentar a pressão contra o presidente sírio, Bashar Assad, afirmando que os opressores sírios não sobreviverão.

Erdogan disse que o povo líbio é um exemplo para os que lutam para acabar com as ditaduras. "Não se esqueçam disto: aqueles que impõem a repressão ao povo na Síria não serão capazes de permanecer de pé, porque opressão e prosperidade não podem coexistir", disse o premiê.

Erdogan, que evitou envolvimento no início dos protestos contra o governo sírio, tem repetidamente pedido que Assad acabe com a repressão que já matou mais de 2 mil pessoas e vem se tornando cada vez mais crítico do líder sírio, embora não tenha pedido sua saída do cargo.

Ontem, Erdogan afirmou que a posição da Turquia sobre a violência no país mudou e será anunciada na Assembleia-Geral da ONU, na próxima semana.

A visita do premiê turco a Trípoli ocorreu um dia depois da realizada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, e pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron. Erdogan reuniu-se com o Conselho Nacional de Transição (CNT). O líder turco fez ainda um apelo às forças ao ditador Muamar Kadafi em Sirte, pedindo para que eles se unam aos "irmãos" de Trípoli.

Desde o início da semana, Erdogan visitou Egito e Tunísia, manifestando apoio aos novos governos da região. Agora, a Turquia espera ser recompensada em contratos comerciais. Egito e Líbia estão entre os principais parceiros econômicos de Ancara e os turcos têm grandes investimentos nos dois países. / AP, REUTERS e EFE

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