Na Líbia, rebeldes dizem controlar cidade de Misurata

Os rebeldes líbios afirmaram hoje que conseguiram expulsar as forças do governante Muamar Kadafi e garantir o controle da estratégica cidade portuária de Misurata. Um dia antes, forças oficiais realizaram disparos de foguetes nesta cidade. Já a rede Sky News informou que forças de Kadafi continuaram a disparar foguetes sobre Misurata durante a madrugada, apesar da retirada das tropas do regime.

AE, Agência Estado

27 de abril de 2011 | 09h50

Um funcionário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse hoje que os membros da aliança concordaram em estabelecer um posto civil na cidade de Benghazi, no leste líbio, em um esforço para ampliar os contatos políticos com a oposição. O representante deve ser um diplomata de algum país da Otan que já tenha representantes em Benghazi, principal cidade controlada pelos rebeldes.

Até o momento, apenas França e Itália reconheceram o oposicionista Conselho de Transição Nacional como a entidade legítima da Líbia. O Catar, que contribui para as operações da Otan, também reconheceu o conselho. França, Itália e Reino Unido anunciaram na semana passada que estavam enviando conselheiros militares para auxiliar a oposição Líbia.

Hoje, chefes ou representantes de 61 tribos de toda Líbia pediram o fim do regime de Kadafi, em comunicado conjunto divulgado pelo escritor francês Bernard-Henri Lévy. O texto está datado de 12 de abril, de Benghazi. Intelectual conhecido na França, Lévy se tornou um porta-voz extraoficial da revolta líbia em Paris. Acredita-se que ele tenha pressionado o presidente Nicolas Sarkozy a mobilizar políticos internacionalmente e o apoio militar à missão no país do norte da África. As informações são da Dow Jones.

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