Na Líbia, tropas de Kadafi detêm avanço dos insurgentes

O avanço rebelde na direção da capital da Líbia, Trípoli, foi interrompido pelas tropas de Muamar Kadafi a cerca de 140 quilômetros a leste de sua cidade natal, Sirta. O fronte parece ter se estabilizado na região, após dois dias de avanço dos insurgentes.

AE, Agência Estado

28 de março de 2011 | 19h28

Uma brigada comandada pelo terceiro filho do governante líbio, Al-Saadi Kadafi, um ex-jogador de futebol e agora comandante das forças especiais, foi destacada para defender Sirta. Enquanto isso, as forças de Kadafi tomaram pelo menos metade da cidade de Misurata, também no oeste líbio.

Bombardeiros britânicos Tornado atacaram depósitos de munição de Kadafi em Sabha, no interior da Líbia, bem como as cidades de Mizda e Gharyan, no oeste do país. A cidade de Sirta, onde poderá ocorrer a batalha decisiva do confronto, também foi bombardeada. A agência estatal de notícias da Líbia, a Jana, fez menção aos ataques dos "agressores coloniais cruzados", contra o oeste e o centro do país.

"Kadafi não desistirá facilmente de Sirta, porque logo após a cidade fica Misurata, e após ela um caminho direto para a casa de Kadafi em Trípoli", disse Gamal Mughrabi, um combatente rebelde de 46 anos. "Então Sirta é a última linha de defesa", afirmou.

Embora a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que está assumindo o comando das operações, tenha dito que seus bombardeios têm como objetivo apenas proteger civis, os ataques agora ajudam claramente o avanço dos insurgentes em direção a Trípoli. "A Otan irá implementar todos os aspectos da resolução da ONU. Nada mais, nada menos", afirmou o secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen. A resolução prevê ataques aéreos para proteção aos civis, mas não uma invasão por terra, por exemplo.

Ministros das Relações Exteriores de mais de 35 nações já confirmaram que participarão de uma conferência em Londres amanhã para discutir a ação militar na Líbia, informou a Grã-Bretanha. Segundo a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, muitos diplomatas líbios e líderes militares estão desertando e mudando de lado. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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