ANDREI NETTO/ESTADAO
ANDREI NETTO/ESTADAO

Na madrugada, 600 imigrantes tentaram atravessar o Canal da Mancha por Calais

De acordo com fontes policiais, houve queda na comparação com noite anterior, quando quase 2 mil pessoas tentaram burlar os controles do Eurotúnel; Bélgica receberá mais 2,5 mil refugiados

O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2015 | 10h07

PARIS - Cerca de 600 imigrantes ilegais tentaram passar da França para a Grã-Bretanha na madrugada de segunda-feira para terça-feira, 4, pelo Canal da Macha na altura de Calais, informaram fontes policiais.

Trata-se de uma notável queda se forem comparados os números da véspera, quando 1,7 mil pessoas sem permissão para entrar na Grã-Bretanha tentaram contornar os controles do Eurotúnel.

As fontes disseram que cerca de 400 imigrantes em situação de ilegalidade foram contidos na tentativa de atravessar o túnel, enquanto outros 180 foram interceptados e expulsos do local e outros 20 foram detidos.

A pressão migratória explodiu com força no começo da semana passada, atribuída à paralisia parcial desde junho do porto de Calais, onde um conflito trabalhista na empresa de balsas MyFerryLink levou muitos caminhões a terem de esperar diante das instalações do túnel para poder atravessar para a Inglaterra.

Isso faz com que muitos imigrantes tentem se esconder no interior desses veículos para passar para o outro lado do canal.

Diante do agravamento da situação, Paris decidiu enviar na semana passada 120 agentes para reforçar a segurança, enquanto Londres anunciou o investimento de cerca de 10 milhões de euros na construção de uma área de proteção para caminhões com destino à Grã-Bretanha e a construção no terminal de Coquelles de uma cerca mais forte.

Vagas. O governo belga planeja criar 2,5 mil vagas adicionais para dar cobertura aos refugiados que solicitem asilo no país, informou nesta terça-feira o jornal "Le Soir".

A Bélgica, que conta com 18,4 mil vagas de amparo das quais a maioria está atualmente ocupada, decidiu ampliar o número de vagas para dar resposta à grande onda de refugiados que, durante os últimos meses, solicitaram asilo no país. Só na segunda-feira, 265 pessoas solicitaram asilo no país, de acordo com o jornal.

Estas vagas adicionais custarão entre 15 e 20 milhões de euros por trimestre, segundo o secretário belga de Asilo, Theo Francken. As vagas foram criadas em quartéis e em centros de amparo já existentes, como os da Cruz Vermelha e o centro de Holsbeek. / EFE

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