Na ONU, Amorim pede proteção à embaixada brasileira

Ministro de Relações Exteriores solicita às autoridades hondurenhas que respeitem a Convenção de Viena

Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 14h45

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorin, disse hoje ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que a embaixada de seu país em Honduras está "sob assédio" e pediu às autoridades hondurenhas que respeitem a Convenção de Viena sobre a inviolabilidade das sedes diplomáticas.

A representação diplomática, onde está refugiado o presidente deposto Manuel Zelaya, "tem sido submetida a hostilidades e intimidação por parte das autoridades do governo de facto", disse Amorim em comunicado do Conselho de Segurança, reunido para analisar a crise em Honduras. "A eletricidade, o acesso à água e a conexão telefônica foram cortados. As comunicações por (telefone celular) foram bloqueadas".

"O Brasil categoricamente rechaça todas as ameaças contra nossa embaixada e contra a segurança do presidente Zelaya e a de todos aqueles que estão sob sua proteção", disse o chanceler. "Qualquer ação contra a embaixada do Brasil, seu pessoal ou as pessoas que lá estão abrigadas será considerada uma série violação" das normas que resguardam a inviolabilidade de suas missões diplomáticas.

A ONU expressou sua preocupação com a situação em Honduras e pediu uma solução negociada. A entidade apoia a participação da Organização dos Estados Americanos (OEA), que busca o retorno de Zelaya ao poder e a convocação das eleições.

Ontem, a ONU suspendeu sua assistência ao tribunal eleitoral hondurenho, que prepara as eleições sob o governo interino de Roberto Micheletti, por considerar que não há condições para a realização de eleições limpas. A situação se complicou nesta sexta-feira, quando o governo de Micheletti se negou a receber uma missão de chanceleres da OEA para negociar uma saída para a crise.

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