Na ONU, Brown pede união para fim da miséria

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu ontem na sede da ONU, em Nova York, que governos, empresários e ONGs se unam para acabar com a pobreza extrema no mundo até 2015 - meta estabelecida há sete anos pelos líderes mundiais. O discurso de Brown, um dia após seu encontro com o presidente americano, George W. Bush, em Camp David, ressalta o estilo de política externa do novo premiê, que deve valorizar a cooperação e a diplomacia para enfrentar os desafios internacionais.Em seu pronunciamento de 30 minutos, Brown não mencionou a situação no Iraque ou no Afeganistão, concentrando-se na ajuda aos países em desenvolvimento. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a decisão de Brown de discursar na ONU dando destaque à pobreza visa a contrabalançar o impacto do encontro com Bush, que continua extremamente impopular entre os britânicos.No último dia de sua visita aos EUA, Brown alertou ontem que algumas das oito Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pelos membros da ONU em 2000, estão ''''a séculos'''' de ser alcançadas. ''''Não nos comprometemos com as metas para que sejamos lembrados como a geração que traiu as promessas ao invés de honrá-las'''', afirmou. Entre as metas está a erradicação da pobreza extrema e da fome até 2015. Brown anunciou já ter conseguido apoio de líderes de 12 países e 20 empresas, entre elas Microsoft, Google e Wal-Mart.Jornais britânicos elogiaram ontem o estilo reservado de Brown nos encontros que manteve com Bush no domingo e na segunda-feira. A visita do premiê aos EUA foi vista como um teste da relação entre os dois líderes. O presidente americano, acostumado ao apoio incondicional do ex-premiê Tony Blair, tentou dar um tom pessoal aos encontros, brincando com Brown. Mas o Guardian não perdoou: ''''O líder britânico tinha o sorriso fixo de alguém odiando ter de passar uma tarde com um menino barulhento.''''

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