Stephanie Keith/Getty Images/AFP
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Na ONU, EUA pedem 'medidas mais duras possíveis' contra Coreia do Norte

Embaixadora americana diz que esta é a única possibilidade de resolver a questão do programa nuclear de Pyongyang pela via diplomática; China volta a defender o diálogo com norte-coreanos e diz que não permitirá 'caos e guerra' na Península

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2017 | 12h26
Atualizado 04 Setembro 2017 | 16h21

NAÇÕES UNIDAS - Os Estados Unidos pediram ao Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira, 4, que imponha "as medidas mais duras possíveis" contra a Coreia do Norte, em resposta ao mais potente teste nuclear de Pyongyang, realizado no domingo.

"Apenas as sanções mais duras vão nos possibilitar resolver esse problema pela diplomacia", alegou a embaixadora dos EUA na organização, Nikki Haley, em uma reunião de emergência do órgão. 

Além disso, Washington prometeu apresentar em uma semana ao CS um projeto de resolução para impor novas sanções contra o regime de Kim Jong-un. Em declaração na reunião de emergência desse órgão, Nikki informou que "os EUA farão circular a resolução que queremos negociar esta semana e votar na segunda-feira".

"Essa crise vai além da ONU", disse a embaixadora, que indicou que os EUA considerarão os países que façam negócios com a Coreia do Norte como órgãos que "prestam ajuda às temerárias e perigosas intenções nucleares de Pyongyang".

A atividade armamentística do regime norte-coreano nas últimas semanas, na qual houve um "uso abusivo de mísseis e ameaças nucleares, segundo Haley, mostra que o líder da Coreia do Norte está "pedindo guerra".

A embaixadora disse que os EUA não querem um conflito, mas ressaltou que a paciência do governo de Donald Trump não é ilimitada e defenderá seus aliados e território das ameaças de Kim.

No domingo, após a confirmação de que Pyongyang tinha realizado seu sexto teste nuclear, supostamente com uma bomba de hidrogênio, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, indicou que as ações da Coreia do Norte teriam uma "grande resposta militar".

Nesse sentido, Haley indicou que a ideia de que os EUA diminuam sua atividade militar na região em troca de que a Coreia do Norte não siga com escalada armamentística é "insultante". 

A embaixadora afirmou os que os EUA não ficarão de "guarda baixa" se tiverem uma arma nuclear e um míssil apontando para o território do país. "Só as sanções mais fortes o possível nos permitirão resolver esse problema através da diplomacia", reforçou Haley. 

A China, por sua vez, voltou a defender o diálogo com Pyongyang e advertiu que não permitirá o caos, nem uma guerra na Península Coreana. "A situação na península se deteriora constantemente enquanto falamos, entrando em um círculo vicioso", disse o embaixador chinês, Liu Jieyi. "O tema da península deve se resolver pacificamente. A China nunca permitirá o caos, nem a guerra", garantiu. / AFP e EFE

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