Na ONU, Líbano acusa Israel de espionagem

Beirute apresentará no Conselho de Segurança protesto contra suposta rede de informantes que atuaria contra Hezbollah

AFP, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2010 | 00h00

BEIRUTE

O governo libanês enviará ao Conselho de Segurança da ONU um protesto oficial contra Israel por causa de uma suposta rede de inteligência que operava no sul do Líbano. A informação foi divulgada ontem pelo jornal israelense Haaretz.

Desde abril, dezenas de libaneses acusados de espionar para Israel foram presos, incluindo um general da reserva. Os detidos teriam passado informações sobre o Hezbollah para a inteligência israelense. No domingo, o líder do grupo xiita, Hassan Nasrallah, acusou Beirute de negligência nas acusações.

O dossiê que será apresentado na ONU afirma que Israel infiltrou agentes na companhia estatal de telefonia. Dois funcionários da empresa foram detidos.

Ontem, uma corte militar libanesa condenou à morte o diretor de um colégio por espionar para Israel.

PARA LEMBRAR

Prometendo "esmagar o Hezbollah", Israel conduziu uma intensa campanha militar de 33 dias no sul do Líbano em 2006, destruindo grande parte da infraestrutura da região. Os ataques aéreos e as ações de comandos israelenses, porém, não conseguiram abalar a estrutura do grupo xiita, que saiu moralmente fortalecido do embate. A má condução da campanha militar abriu uma crise interna em Israel e contribuiu para o enfraquecimento do então premiê, Ehud Olmert.

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