Na ONU, Obama pede que Israel não retome construções na Cisjordânia

Presidente pede apoio internacional para a criação de um Estado palestino até 2011

estadão.com.br,

23 de setembro de 2010 | 11h53

NOVA YORK - O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu em seu discurso na 65ª Assembleia-Geral da ONU que Israel prorrogue a moratória na expansão de assentamentos na Cisjordânia. Ele também defendeu as negociações diretas de paz e pediu apoio da comunidade internacional para a criação de um Estado palestino.

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Em seu discurso diante da Assembleia Geral da ONU, no qual lançou um emotivo chamado a israelenses e palestinos a aproveitarem a oportunidade de suas conversas diretas para chegar finalmente a um acordo de paz, Obama explicou que essa moratória criou uma diferença no terreno e melhorou a atmosfera nas negociações.

"Desta vez não deixaremos que o terror, a confusão, os gestos para a plateia ou políticos se interponham. Em 2011 poderemos contar com um acordo que leve a um novo membro da ONU, um Estado palestino que viva em paz com Israel", disse.

"Do contrário, cairá mais sangre sobre a Terra Santa e ela continuará como símbolo das nossas diferenças ao invés de nossa humanidade comum", afirmou.

 

Assentamentos

 

Os EUA relançaram negociações diretas de paz no Oriente Médio no começo do mês. O fim da moratória na expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, que acaba no domingo, é o maior obstáculo para as negociações.

 

O governo americano tem pressionado Israel para ampliar a trégua, mas o premiê Benjamin Netanyahu tem resistido até agora, devido ao apoio de partidos de sua base de governo à expansão de colônias.

 

Retomada

 

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas desde janeiro de 2009, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.

 

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

 

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.

Com Efe

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