Na ONU, Obama promete apoio aos líbios

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai dizer aos líbios nesta terça-feira que o mundo vai apoiá-los enquanto reestruturam o país, após a queda do regime do coronel Muamar Kadafi.

AE, Agência Estado

20 Setembro 2011 | 12h11

Em declarações divulgadas antes do discurso de Obama numa reunião de alto nível na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Líbia, o presidente adverte que "dias difíceis ainda estão por vir", já que homens leais da Kadafi ainda resistem, mas dirá que está claro que o país está agora nas mãos do povo líbio.

"Após décadas de um governo com mão de ferro, vai levar tempo para construir as instituições necessárias para uma Líbia democrática. Haverá dias de frustração", vai declarar o presidente norte-americano "Mas se aprendemos algo nesses meses é que não devemos subestimar as aspirações e a vontade do povo líbio"

Obama saudará o "novo capítulo da vida" da Líbia, dizendo que o que aconteceu no país é uma lição sobre o que a comunidade global pode conseguir quando se une. Ele também vai elogiar a comunidade internacional por ter tido "a coragem e a vontade coletiva para agir" na Líbia. Obama dirá que embora as potências globais não possam nem devam intervir a cada vez que há injustiça no mundo, há momentos em que os países devem unir forças para evitar o assassinato de civis inocentes.

"Nossa coalizão internacional impediu o regime, salvou incontáveis vidas e deu ao povo líbio tempo e espaço para triunfar.

Obama vai discursar durante uma reunião de alto nível sobre a Líbia, juntamente com outros líderes mundiais e representantes do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio.

Mas antes do encontro, Obama vai participar de uma reunião separada com o presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil.

Obama também vai anunciar o retorno do embaixador norte-americano para a Líbia. "Hoje, eu posso anunciar que nosso embaixador está a caminho de volta para Trípoli. E, nesta semana, a bandeira norte-americana, que foi baixada antes de nossa embaixada fosse atacada, será hasteada novamente com a reabertura da embaixada dos Estados Unidos". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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