Richard Drew/AP
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Na ONU, Síria pede fim da 'intervenção estrangeira' que alimenta revoltas

Chanceler de Damasco critica Ocidente por impor sanções contra o governo de Bashar Assad

Reuters

26 Setembro 2011 | 17h18

NOVA YORK - O ministro de Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, pediu aos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para que interrompam a "intervenção internacional" que ele considerou responsável pelos mais de seis meses de protestos contra o governo de Damasco. As declarações do chanceler foram feitas nesta segunda-feira, durante a Assembleia-Geral da entidade.

 

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"Lamentamos profundamente o levante dos grupos armados na Síria, que ainda não acabaram e, pelo contrário, continuam", disse o ministro. "A presença desses grupos é a manifestação da intervenção internacional na Síria", completou al-Moualem.

 

As declarações do chanceler sírio foram feitas enquanto a repressão do governo de Damasco às manifestações continua na Síria. Nesta segunda, quatro homens morreram baleadas quando fugiam de campos militares e cidades cercadas pelas forças de segurança do presidente Bashar Assad.

 

"Asseguro a vocês que nosso povo está determinado a rejeitar todas as formas de intervenção estrangeira em nossos assuntos internos. Por isso, peço que os Estados que tomaram parte nesta injusta campanha contra a Síria reconsiderem suas posições. Nosso povo frustrará todos os seus planos", disse o chanceler.

 

Al-Moualem também criticou os Estados Unidos e a União Europeia por conta das sanções que impuseram sobre Damasco. Segundo ele, as reformas democráticas prometidas por Assad tiveram de dar lugar a "outras prioridades", referindo-se às medidas aplicadas pelo Ocidente.

 

Os protestos contra o regime da família Assad, que já dura 41 anos, fizeram com que o governo enviasse tropas a diversas cidades em todo o país para reprimir os manifestantes. De acordo com a ONU, ao menos 2.700 pessoas morreram nos confrontos com as forças de segurança. Damasco afirma que "grupos armados e terroristas" são responsáveis pela violência e pelas mortes.

 

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