Stephanie Keith/Getty Images/AFP
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Na ONU, Trump critica 'sede de sangue' do Irã e chama Maduro de 'marionete'

Segundo o presidente, enquanto o comportamento ameaçador do Irã prosseguir, sanções não serão suspensas

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2019 | 12h38

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira que os países do mundo aumentem a pressão econômica sobre o Irã, dizendo que nenhuma nação deve apoiar a “sede de sangue” iraniana.

“Todas as nações têm o dever de agir”, disse Trump durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro fez uma série de ataques ao ambientalismo 'radical', indigenismo 'ultrapassado' e socialismo em seu discurso. 

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“Nenhum governo responsável deve subsidiar a sede de sangue do Irã. Enquanto o comportamento ameaçador do Irã prosseguir, sanções não serão suspensas. Elas serão reforçadas”, acrescentou.

Apelo nacionalista no palco da ONU

No início do discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que "o mundo livre" deve proteger a sua estrutura nacional, e não tentar substituí-la.

"Se querem liberdade, mostrem orgulho pelo seu país. Se querem democracia, conservem sua soberania. E se querem paz, amem sua nação", disse o governante americano diante dos demais chefes de Estado e de governo reunidos em Nova York.

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O presidente americano ainda falou sobre o modelo que entende como válido nas relações internacionais.  "O futuro pertence a nações soberanas e independentes que protegem seus cidadãos, respeitam os vizinhos e honram as diferenças que fazem a cada país especial e único", apontou.

Trump ainda falou em tom ameaçador sobre a força dos Estados Unidos, garantindo ser o "mais poderoso do mundo", mas disse desejar que não seja necessária qualquer ação mais impositiva e não querer conflito com qualquer conflito.

Trump chama Maduro de marionete cubana

Trump também tratou do fluxo migratório em suas fronteiras, elogiando os esforços do México, e alertou que os EUA acompanham de perto a situação na Venezuela.

Durante o discurso na ONU, Trump mencionou os mais de 50 países que, junto com os Estados Unidos, reconhecem o líder opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino em detrimento de Nicolás Maduro.

Para Trump, que garantiu que os Estados Unidos nunca serão um país comunista, Maduro é "uma marionete cubana, protegido por seguranças cubanos".

"A Venezuela nos lembra de que o socialismo e o comunismo não se tratam de justiça, não versam sobre igualdade, nem sobre a ajuda aos pobres (...) O socialismo e o comunismo tratam de uma única coisa: do poder da classe dirigente", completou./ EFE e REUTERS

 

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