Na semana da posse, novo líder chinês volta a cobrar disciplina

Parlamento do país abriu ontem reunião que formalizará escolha de Xi Jinping para ocupar presidência por 5 anos

PEQUIM, / AFP, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2013 | 02h05

O Parlamento chinês abriu ontem a reunião que formalizará a nomeação de Xi Jinping como presidente do país, sucedendo a Hu Jintao. Os 3 mil delegados do Partido Comunista farão sessões diárias em Pequim até a sexta-feira. Escolhido como secretário-geral pelo 18º Congresso do partido, em novembro, Xi iniciará nesta semana um mandato presidencial de cinco anos, com possibilidade de extensão para outros cinco.

A reunião da Assembleia Popular Nacional - o Parlamento do país - também nomeará Li Keqiang para o cargo de primeiro-ministro, atualmente ocupado por Wen Jiabao.

O novo presidente não discursou na sessão de ontem, mas divulgou um comunicado no qual volta a cobrar austeridade e disciplina interna. O combate à corrupção tem sido ponto central de seu discurso desde que foi escolhido secretário-geral.

"Apenas se as capacidades de todos os integrantes do partido forem incessantemente fortalecidas poderemos alcançar a meta dos '100 anos'", afirmou, referindo-se à celebração do centenário do Partido Comunista, programada para 2021.

Xi também enfrentará o desafio de manter o crescimento da economia acima dos 7,5% e incluir cerca de 400 milhões de camponeses, gradualmente, no mercado de consumo, de acordo com diretrizes estabelecidas no 12º plano quinquenal do partido.

Discurso. O foco no combate à corrupção é uma tentativa de dar uma resposta à população após escândalos que abalaram a imagem do partido. O caso de maior destaque foi o de Bo Xilai, ex-prefeito da megacidade de Chongqing e cotado, antes da crise, para assumir uma cadeira no Politburo.

No ano passado, a revelação de que Bo encobriu um assassinato cometido por sua mulher, Gu Kailai, levou à expulsão de ambos dos quadros do partido e à prisão.

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